A outra cara: O que ocorre quando não há estoque

por | jul 1, 2020 | Destaques | 0 Comentários

Ele entra a uma loja com a lista na mão. Precisa de leite, sabonete, macarrão… Produtos básicos. Chega à prateleira dos molhos e temperos para comprar aquela lata de tomates triturados que leva sempre, indispensável na sua despensa. De repente, ele pára, seus olhos se abrem totalmente. É a situação limite, aquela que nenhum comprador gostaria de enfrentar. Não há estoque. Procura mais atrás –“talvez, tenha alguma lata escondida”–, mas não há nada. O comprador, irritado, desiludido, avalia provar outra loja para realizar suas compras que, talvez, tenha mais variedade. 

Este relato é de ficção e não é por isso menos arrepiante: um produto faltante é sinônimo de uma má experiência de compra. 

GS1 Argentina é uma organização que há mais de 10 anos se dedica ao estudo da problemática e realiza, a cada ano, o Estudo de Faltantes de Mercadoria na Prateleira (FMG) junto com Redes e fornecedores do setor de Consumo Massivo. A investigação utiliza métodos homologados no nível da América Latina e se faz em vários países da região. Se medirem quatro categorias de itens: alimentos, bebidas, cuidados do lar e higiene pessoal. O último estudo de 2018 abrangeu 23 cidades da Argentina e mediu 8200 produtos de 161 salas de vendas. Isto implicou mais de 221 mil medições. O que disseram os clientes e o que procuram quando compram.

A (má) experiência do consumidor

6.047 pessoas participaram da última pesquisa da GS1. A maioria (86%) admite que, em geral, encontra os produtos que deseja comprar no ponto de venda. Aqueles que faltam com maior frequência, segundo os entrevistados, são os alimentos (43%), seguido pelas bebidas e os produtos de higiene pessoal (ambos mencionados por 21% da amostragem). A partir deste estudo, também, se deduz que os consumidores costumam mostrar fidelidade com o lugar que frequentam, onde “gostam” de comprar: 50% dos entrevistados admite realizar as suas compras, em grande parte, nesse ponto de venda. Uma pequena porcentagem, 15%, afirma que sempre compra no lugar. O restante oscila entre aqueles que compram ocasionalmente (23%) e os que alternam entre este e outras comércios (15%). As medições também refletem a opinião dos clientes das lojas que freqüentam: mais da metade (59%) avalia a loja como “boa”, e outra parte importante (32%) como “excelente”. Esta avaliação feita pelo consumidor se condiz com a percepção que tem acerca do nível de reposição que existe na loja. Enquanto que 45% dos entrevistados opina que o abastecimento é “muito bom”, 43%, “bom” e 7%, “excelente”, só 5% considera que é “regular” ou “ruim”. 

O que ocorre quando não há estoque? 32% dos clientes compra outra marca e 20%, outra apresentação. Há um bom grupo (12%) que escolhe sair da loja com o carrinho vazio e outra quantidade parecida (representam 10%) que se dirige a outra loja da mesma rede. Os demais (somam 26%) “pospõem a compra”, a realizam em “outros canais” ou em “outra rede”.

 O esforço dos varejistas

Parece que os números não mentem: no momento de fazer suas compras, os shoppers preferem as boas experiências, isto é, que a loja ofereça variedade e qualidade de produtos e, especialmente, disponibilidade. Quanto maior for a velocidade de reposição, melhor será a aderência do cliente com a loja.

Os varejistas sabem disso e por isso investigam, procuram conhecê-los e levar suas experiências de compra para outro nível. Sabem que a chave de una boa experiência, além disso, é que sempre haja estoque de produtos. 

É conhecido o caso da Walmart que, a partir de 2012, começou a registrar problemas de estoque em vários de seus itens. Uma das suas “soluções” rápidas foi reduzir o inventário: ter menos para repor menos. Os usuários se queixavam, as vendas caiam fortemente. Hoje, a grande rede de supermercados tem testado inovar, incuindo câmeras nas prateleiras e inteligência artificial para verificar o estoque de produtos, em 50 das suas lojas. 

Na América Latina, cada vez mais empresas estão se dedicado a soluções tecnológicas para contra-atacar o desabastecimento nas suas prateleiras e impedir a quebra de estoque visual. Uma das tecnologias que vai revolucionar a maneira de controlar o inventario é Stock Control desenvolvida pela Pusher-POP Smart; este módulo, que é só um dos que a empresa oferece, funciona a través de uns dispositivos chamados Stock Beaconsque se encarregam do controle de todos os movimentos dos produtos em una prateleira, em tempo real. Dessa forma, o varejista pode verificar o tráfico no dashboard do sistema: frequências de visitas, conversões, altas e baixas, eventos suspeitos e movimentos, entre outros. Também, realiza registros em vídeo e pode avisar automaticamente os repositores quando uma prateleira fica sem produtos para que possa repor rapidamente. 

Mais uma vez, a tecnologia vem ao resgate das lojas detrás de um só “sonho”: fazer com que o cliente desfrute da sua experiência de compra e o varejista, do incremento das suas vendas.

Fonte: https://postuning.pt/

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